( Sexta-feira, Dezembro 30, 2011
Cosmonauta
Viajei pra te encontrar. Naquela casa de campo. O cheiro de mato me matava por dentro. Eu sempre vou te amar. Não adianta. Tudo me lembra quando você voltava correndo pra mim e dizia que eu era um cara legal e que você queria me ter pra sempre. O mundo parece uma roda gigante maluca que me fez esquecer de escovar os dentes por dois dias. Eu queria que tudo fosse mais fácil e que a minha mãe não morresse. Mãe não pode morrer como formiga. Não inventaram ainda uma solução para viver em paz. Inventaram os Ipods, os carros que voam, mas não a solução que acabe com a saudade. Saudade é como o café frio que eu bebi na noite passada pra te esquecer. Eu não dormi a noite inteira pensando no teu sexo, no teu cheiro, na tua boca e na tua velha mania de me enlouquecer. O calendário tá acabando, as nuvens estão cada vez mais densas, o cigarro está matando cada vez mais. Eu só vejo felicidade no seu sorriso. Sorriso esse que nem é meu mais. Nada é pra sempre, cara. Tudo tem um “the end” no final. Malditos enlatados americanos que me fazem chorar nas madrugadas frias de inverno. Mas me aquecem mais que edredon quando eu tenho alguém pra fazer cafuné, fazer o almoço, arrotar e sorrir. Por isso estou aqui fumando meu charuto que meu avô tinha na gaveta e bebendo o vinho velho pra caralho que faz um efeito danado mesmo se eu tomar um gole. O mundo precisa de paixão. Com paixão todo mundo será mais que feliz nessa vida. Mas eu só vejo ódio, mentira e ambição. Tenho medo do futuro, dos meus filhos, da babá sem telefone, de soltar pipa quando estou com ódio do mundo. Eu nunca disse que era normal. Esse ano eu fiz um monte de merda: pisei na pata do meu cachorro sem querer, esqueci de tomar banho por dois dias, colei chiclete na cadeira da professora da faculdade, matei aula pra jogar buraco com um pessoal, tirei a pior nota em antropologia da sala inteira. Mas eu aprendi. Aprendi com o tempo, porque todo mundo só aprende com ele. Obrigado “Senhor tempo bom” por me castigar quando eu faço xixi na cama. Mas um dia eu sei que você vai viajar e vai me deixar voar sozinho. Vai ser bem bacana, sabe? Eu vou me soltar de você, vou dar a lua pra alguém e no final, algo de feliz vai acontecer. Eu sei que vai. Porque tristeza nunca é pra sempre. Como diria meu mano “De morais”.
( posted by daniel velloso em 8:13 PM
( Terça-feira, Dezembro 06, 2011
Pisca-pisca
Joguei tudo pro alto. Deus, Jeová, Jesus Cristo e o diabo que o carregue. Ganhei paciência com as lições que tive dos meus 15 anos e hoje percebo que sou uma pessoa amena. Adorei aquele seu trocadilho no final de “fomos felizes” que acabou como um monte de bosta, besta, basta. Não viu que acabou? As flores murcharam. Te odeio. Te odeio muito. Por isso eu acho que me masturbei de porta aberta, abri a janela e gritei o nome do meu time e desisti de ganhar dinheiro. Cessou o ódio e veio a inércia, o cansaço, a bosta. Me dá um presente? Some com seus adjetivos inúteis, suas pessoas vazias, seus copos cheios de indiferença. Eu nunca fui feliz. Felicidade não existe. Quer enganar quem? O sêmem destruído, a estrela se apagando, crises de choro, mundo de cabeça pra baixo. As pessoas são até legais, mas o sorriso é forçado. Pra que mentir para nós mesmos? O soco no vácuo, a ferida que não cicatriza, rezar, amém. Que assim seja, amanhã um dia menos cinza e uma vida menos vazia. E que essa bosta piscando não seja mais uma daquelas maneiras de fazer com que você fique com cada vez mais ódio.
Feliz Natal!
( posted by daniel velloso em 4:43 PM
( Segunda-feira, Novembro 21, 2011
Tão longe
Estou recolhido de mim. Fiz um pacto com o meu prazer: que ele me deixe tê-lo quando nadando no oceano, com brisas incertas acabe aprendendo a nadar. Minha sina é sofrer nesse mar de saudade. Não tente me afundar, já pulei de cabeça. A coragem do covarde é a morte. Eu sei assumir minhas escolhas, sei o que quero trapacear. Quero que o amor que eu tenho, vá à velas até a eternidade. E que a felicidade se faça se depender de mim, das minhas orações e do meu desgaste. Tudo acaba. Mas o que não acaba fica, finca. Só Deus pode me consolar. Nem a chuva fez você voltar. E o sol castiga, meus olhos cansados, o suor que arde, o tempo que passa rapido demais. Ter tanto amor sendo só é tão ruim.
( posted by daniel velloso em 10:16 AM
( Quarta-feira, Novembro 02, 2011
Branco
Televisão ligada gera desconfiança. Um monte de canal em branco. Vidas em branco. As pessoas morrem. Ou já estão mortas? Mortas estafadas no sofá de couro. A vida passou, e eu não aprendi nada. Aprendi que tenho muito que trabalhar. Nada que eu digo, é “nada que eu não saiba”. Um monte de nadas que a gente aprende. O beijo que a gente dá todo dia no cachorro, o abraço da mãe, o cheiro do cabelo, o ônibus cheio, a vida. Um grande nada em branco. Ai eu rabisco um pouco, brinco, pinto, me transbordo em forma de cores. Foi só assim pra me animar. O verde do gramado, o azul do céu, o amarelo do sol e o branco dos olhos que me fazem enxergar a vida desse branco que é viver.
( posted by daniel velloso em 6:32 PM
( Segunda-feira, Outubro 24, 2011
Câncer na alma
Plantei um pé de bananeira no jardim. Cresceu muito. Mandei podar. Na vida a gente não pode esticar muito, senão é “podado”. Nem prosa, nem verso, nem pé de bananeira. Fiquei com inveja do meu chefe: carros, mulheres, viagens e dor de cabeça. Dinheiro trás problemas também. Vocês pensam o que? Eu não tenho dinheiro, mas claro, problemas eu tenho. Queria ter mais dinheiro... Mas tem muita gente sem saúde também. Tô vendendo. Há anos não pego uma gripe. Não sei o que é dor de barriga, tosse e chulé. Eu não dou muito valor aos problemas. Porque eu cresci demais com eles e tá na hora de podar.
( posted by daniel velloso em 2:45 PM
( Quinta-feira, Outubro 20, 2011
Era ela
Não existem pessoas que falem mais do que padres e advogados. Gesticulam muito, brigam com o inconsciente das pessoas. Tem poderes mágicos. Não, não era disso que eu ia começar o texto. Começar o que mesmo? Não sei começar nada. E muito menos terminar. Terminei com a minha namorada, nunca terminei uma borracha, sei terminar brigas, mas incentivo que as coisas terminem para os outros. Eu sou um babaca. Brigo comigo mesmo, tenho ataques, tenho pressões no peito, tic tac, tic tac, pressão 12 por 8, médica gostosa, caveiras que significam sabedoria. Eu tenho uma caveira no braço. Mas nem por isso vou dizer pra vocês que sou sábio. Eu sei que o nada eu sei. Talvez haja hipóteses, mas se não é nada, porque as pessoas cismam em querer modificar? Eu gosto de modificar. O sofá, o som, o solo do violão, as brigas com a minha mãe, o barulho chato do telefone e a cor do céu. Hoje nem choveu, olha que maravilha. Deu praia, deu mulher pra caramba. Mas isso se dá todo dia. Tudo doado, tudo acabando dentro da minha pupila, que pulsa, que pulsa, que vê e acha tudo uma grande bobagem. O mundo? Já está acabando, meu amigo. Estou em greve e faz tempo que não paro pra pensar o quanto eu já pensei que houvesse hipóteses de que alguma coisa fosse um nada. A geladeira urra, minha barriga chora e meus olhos estão vermelhos. Estou com sede. Alias, bebi a água do jarro de flores da sala. Pobre sala, não tem nenhuma flor. Vazia, triste, feia. Eu que fiz, lembra? Meu coração tá assim, mas tá pulsando, senão eu tava roubado, meu amigo. Veja só, eu ouvindo música em inglês que não entendo nada. Cabeça, bunda, perna, coxa. É só rebolar um pouco, lembra? Eu te disse que era fácil. Ainda mais você que tem bunda, perna, coxa. Cabeça você deixa pra lá. Cabeça quem cuida é terapeuta. Deixa essa loucura pra lá. Deixa a dança te levar. Ou então eu te levo. Não tenho carro, não tenho dinheiro, mas tenho história. Vou te contar algumas enquanto você se preocupa com o maldito celular esperando a ligação do seu namorado. Minha última namorada foi quando eu pensei que estivesse sonhando e acordei assustado, com medo, com frio, com febre. Foi até bom. Alias o que não é bom nessa vida? Agradeci ao meu anjo. Mas ele não me deixa dormir, porque disse que eu tenho que parar de pensar-nos outros e pensar em mim. Anjo dá bronca, anjo é grosseiro também. Mas eu sou do capeta. Sou da rua, sou do mundo, sou transtorno, sou doença, sou de mim. E ela? Era ela. Dela, só dela. O dia que não precisava terminar. Pouco tempo, pouca roupa, muito pensamento e muito dela. Era ela. E eu dela. Foi só fechar as cortinas que ela desapareceu. Gostou de brincar de marionetes né, senhor? Que espetáculo! E eu o palhaço. Que sonha e que chora, que ri. Você acha que o palhaço ri o tempo inteiro? Faça-me o favor! Olha o telefone tocando, meu relógio apitou, o cachorro latiu, minha cartela de comprimidos acabou. É amanhã! Amanhã eu vou rir disso tudo que me faz mal. Mas amanhã falta uma madrugada inteira. E será que nessa madrugada sairemos vivos?
( posted by daniel velloso em 11:29 AM
( Quarta-feira, Outubro 19, 2011
Siga
Eu não sei o que sou e não sei o que eu tento ser. Não sou nem você, nem você sabe o que eu sou. Não sou aquele que você quer que eu seja, nem o que você quer ver andando de mãos dadas com você. Podemos andar de ônibus, eu e você. Você vai na cadeira da frente e eu vou na de trás. Você fecha a janela e eu abro bem pra sentir a brisa. Não sei o que você está sentindo. Eu sinto medo. Sinto medo de você e da brisa que dá resfriado. Mas você quer que eu seja o que eu não quero ser. Não quero ser rei, não quero você sendo rainha e não posso te dar o céu. Quem sabe uma estrela ou duas, mas basta. Sinto muito. Alias, minhas pernas balançam mais que o ônibus. Deve ser do remédio ou do tédio de estar sozinho. Estou indo ao encontro do “sem saber”. Mas você sabe o que é o “sem saber”? Fica onde fica o infinito. Minha mãe dorme, meus cães dormem, meus vizinhos fazem sexo, e minha avó não dorme enquanto eu não chegar. Acho que nunca vou chegar. Talvez haja muitos obstáculos. Talvez eu durma no caminho, encontre um arco íris ou veja o mar cobrindo meus olhos. Talvez eu sinta latejar o meu coração quando penso em você. Vou pensar em ti com carinho, porque eu gosto de te ver sorrindo quando eu abro minhas cortinas. A peça nunca é curta, dura umas 3 horas. Mas eu vejo pelo seu sorriso que minhas mãos te guiando te levam ao infinito do quero ser pra sempre seu ou do queria que isso durasse pelo menos mais um pouco. Dormi um pouco depois do almoço e cocei a cabeça cheia de escarro. Onde fica a eternidade? Viver até os 27 anos tocando guitarra? Beber dois goles de chá verde e amenizar a enxaqueca? Poxa, vocês sabem que o mundo só funciona assim para os que têm sorte. O mundo é uma bola de neve num Rio de Janeiro onde faz 40 graus na primavera, onde os gordos se enchem de diabetes, onde as pessoas não se importam. Onde os trocadores de ônibus só escutam os enredos nas novelas. Não me importa onde você deite, onde se deleite. É esse meu estranho amor. Que eu não sei como funciona. Não é igual pipoca de microondas. Por isso eu vou levando. Se quiser me dar à mão, me dê. Mas antes de sair, lave-as.
( posted by daniel velloso em 11:20 AM
( Domingo, Junho 12, 2011
Desafio
Passei por ela como o tempo. Passei devagar, mas ela nem olhou no relógio. Mergulhei na saliva, me afoguei. Sol na cara, qual a cor dos seus olhos? O cabelo voando junto com a minha mente. Vento frio de inverno. Caiu uma lágrima, mas eu levantei e vi que a gente sempre deixa um cartão de visitas no caminho. Ela pode pensar em mim quando não tiver nada pra fazer. Ou quando quiser ir pro céu sem sair do chão. Hoje eu estou voando sozinho. Mas eu cai na real, quando você pousa no meu pensamento. Borboleta no casulo, que nasce, modifica, se edifica, se fortifica. Passei pelo pescoço, aquele perfume que me deixa bêbado. Vi dois passarinhos cantando uma música do meu cantor favorito. Eu já cantei, fui cantado, to cantando. Eu vivo assoviando aquela música que me faz lembrar quando você me abraçava tipo com todo o poder. Aquele que as energias se conectam, mas não rolou a física. Não rolou a química, porque eu fugi da aula no ensino médio. Peguei na tua mão e suou. Quando o coração dispara e as tremedeiras se juntam, epilepsia, conexão de sentimentos. As vezes eu acho que devo caminhar sozinho pelo teu corpo, mas você não me dá sequer o endereço. Não sei o seu nome. Mas sei o teu seio. Mas sei o teu ventre, mas sei o teu sal, sei o teu mal, sei que vou subir degraus até cansar e meu coração disparar. Ele disparou quando te vi caminhar. Passos lentos, ponteiros lentos, diabos nos quadris, meu olhar fixa, se arrisca, petisca, mas você desapareceu como os minutos. Não existe muito tempo pra mim. É difícil não deixar você fugir. Assim como é difícil não chorar quando você sorri. Era bom caminhar de mãos dadas. Ir ao cinema e ver aquele filme que você sente uma angústia quando sai de frente da tela. Seria tão bom se o filme fosse a nossa história. Seria bom se eu não esquecesse os amores. Fizeram-me mal ou bem? Não sei, mas me fizeram de alguma forma. Eu não tenho o poder de te encontrar no ônibus e dizer que a gente vai casar e ter três filhos e um cachorro. É o meu sonho. Eu não tenho muita coisa pra te dar não. Tenho um músculo que pulsa. Que pula quando te vê. Acho que é a única coisa que eu tenho pra te ofertar. Mendigo amor, mendigo sorriso, mendigo viver sozinho. Mendigo na marquise, chuva de novembro, solidão, facas, lágrimas, e uma enorme fome de ter um casaco pra aquecer o meu frio. Desfazer as minhas durezas de sentimentos. Meu maior desafio é te procurar nos dias de chuva, rabiscada nas paredes, antes da novela, tua ligação, nossa ligação que é tão pequena. Some não e me ensina a caminhar assim. Eu sou menino, posso ser teu homem e guardo muito amor. Meu desafio é permanecer ao teu lado até que a única coisa que eu tenha é o seu amor.
( posted by daniel velloso em 9:11 AM
( Domingo, Maio 29, 2011
Parece que nada mudou
Desliguei a televisão e fui ver um filme. No filme tinha um final feliz. Foi quando eu pensei comigo mesmo se a felicidade realmente existe. Ou se só acontece nos filmes. Talvez a felicidade não aconteça. Mas apareça quando você menos imaginar. Assim como acaba. As coisas não estão legais. Estou com dor de cabeça. Antigamente se morria de câncer e tuberculose. Hoje em dia se morre até de gripe. Não sei onde isso vai parar. Não sei se paro de acreditar que tudo isso possa mudar um dia. Talvez o dia possa estar próximo. Ou talvez eu não deva acreditar. As crianças não acreditam mais em papai-noel ou coelhinho da páscoa. As pessoas perderam as esperanças no governo e nas pessoas. Só o relógio é sincero. A dor é real. Prefiro ligar o rádio e ouvir as mesmas músicas e cantar pra solidão esperando que ela me dê um pouco de amor. Um pouco de saúde. Hoje vivo tossindo. Os remédios são os mesmos. O xarope não adianta mais. Mas continuo sentindo seu gosto amargo. A humanidade até que se importa. Mas são poucos que se esquecem de si e pensam-nos outros. Ainda somos muito pobres de almas e ricos de egoísmo. Já houve várias revoluções no mundo. A gente bem que tentou mudar a situação. Mas a palavra não venceu a omissão. A preguiça. Ninguém agüenta mais ver no jornal que a morte é banal ou que a vida é fútil. Estou começando a ficar ansioso. Esperamos pela mudança. Mas enquanto nada muda, eu continuo escrevendo poesia e gritando da janela do meu quarto o nome do meu time quando vence a final do campeonato. Amanhã eu vou acordar e ver que nada mudou. As crianças ainda dormem nas calçadas, a bala perdida continua achando pessoas e o sorriso continua escasso. Não estou ditando regras e nem ditando o que você deve fazer para mudar o mundo. Se eu soubesse o que fazer, virava vereador. Que ganha muito e faz pouco. Mas não tem a solução para os problemas. As intenções são as mesmas. A podridão da alma é a mesma. Mudanças? Só se for pra um lugar bem longe daqui.
( posted by daniel velloso em 11:09 AM
( Terça-feira, Maio 24, 2011
Nadando
Mergulhei nos seus olhos azuis cristalinos. Ainda bem que eu sei nadar. Não preciso de bóias. Passei minha camisa pólo preferida pra passar o tempo e o tempo passou rápido. Reparou? As crianças cresceram, as árvores morreram, o sol está mais forte, os bebês já dizem “mamãe” mais facilmente. Eu mergulhei de cabeça! Água gelada, frio, meus lábios ficaram roxos de dor. Eu sofri pra aprender a nadar. É um processo. Hoje eu sei nadar muito bem. Chorei lendo o livro que a minha mãe diz que eu cresço quando leio. Crescimento de alma. Crescimento constante. O tempo passa, mas não necessariamente a gente cresce. Tudo não necessariamente, porque senão vira igual. Todo mundo igual, já pensou? Defeitos, dúvidas, problemas... Somos diferentes. Eu não sei o que tem no final do horizonte. Deve ser um pote de ouro, deve ser amor ou deve ser um monte de “um monte” de coisas que eu não sei. A vida é uma eterna busca e eu estou fugindo do meu ser para te buscar. Aquele olho azul sabe? Feito água do mar. Feito céu de domingo de manhã. Não vou me afogar em lágrimas. Porque eu preciso de você, e você me ajuda a nadar. O sentimento que eu nutri por você ampara-me a dar duas voltas na piscina sem respirar ou ficar na apnéia. Nado e nada me faz deixar de nadar. Porque pra voar, só me faltam as asas. Não preciso ser peixe pra nadar. Basta ser eu mesmo.
( posted by daniel velloso em 5:28 AM
( Quinta-feira, Maio 19, 2011
Imaginação não cai
Homens não são feios. Homens têm o pau pequeno. Mulheres não são sem graça. Mulheres fingem orgasmo. Pessoas enganam, caros amigos. No sexo vale tudo? Tipo seriado. Ela passou com o vestido do tamanho da minha imaginação. Estava fixado em só pensar naquela. Mas o que são pernas nos subornando em meio ao shopping center? As mulheres não querem perder. Mas já nos perdem no decote. A gente se perde no sexo. Sexo casual é tão incomum pra mim. Amor é tão banal. As prostitutas ganham dinheiro, bêbadas, drogadas em meio a salivas com sêmen e amor é a única coisa que não importa. Fechei a porta, fiquei no escuro. Sempre quis fazer sexo no escuro. As mãos se perdem, erétil, fértil, milimétrico, cada segundo, cada gemido, cada esticar da cena, cada trecho do Shakespeare... Gozei quando pensei que as moças bonitas podiam sair das lojas vendendo roupa e podiam ficar sem roupa pra mim. Nasceu uma espinha no meu nariz, dane-se, espremi. Estou numa livraria pensando em sexo. O livro da Bruna Surfistinha é maneiro, mas eu prefiro o real. Não gosto de digitar. Sexo virtual? Melhor se masturbar. O que veio primeiro? A punheta ou a siririca? Toquem-se. Se toquem. Enquanto a sua orelha viaja no meu ouvido e eu vou à lua, volto da imaginação que a gente tem quando você inventa uma coisa nova. Sexo tem que ter novidade. Nunca trai. Nunca imaginei transando com duas mulheres ao mesmo tempo. Não dou conta. Meu coração não dá conta. Transo com uma e vou até o céu, aquela parada de estrelas, acontece. Mas é só com uma. Porque com duas é promiscuo. Sou careta, sou injusto. Não vou fazer sexo comigo mesmo no meio de uma livraria. Mas eu perguntei pra atendente do shopping de olho azul, boca carnuda, bochechas rosa e um tanto de sexualidade. “É por ali”. “Por onde?”. Queria que ela me levasse de mãos dadas, até a cama. Ela não me levou a sério. Quanto menos pra cama. Sexo é engraçado, porque as mulheres dão o que elas querem, mas homem que dá a bunda é viado. Sexo não tem preconceito. Sexo não tem que levar a sério. Diferente do amor. Amor a gente faz com a mulher que encontra numa lan house procurando sobre Foucault no google. Sexo a gente faz com quem vê novela e vai ao mercadão central e compra bijuteria barata. Mas cara, fazer sexo é bom demais. Amor também. Não sei qual é o melhor. Talvez descubra depois do próximo orgasmo.
( posted by daniel velloso em 9:04 AM
( Quarta-feira, Maio 18, 2011
Cuspindo
Falei com a professora de história, quantas histórias, quantas mentiras eu vou ter que acreditar? Ela confunde verdade com mentira. Será que realmente isso foi real? Soldados, guerras, muita gente chorando, as pessoas olhando umas para as outras querendo mudar o seu mundo. O mundo é egoísta. Clichê. O mundo é um lixo. Ao invés de corações, pedras? Ao invés de ter sentimentos, cospem? O beijo roubado, a saliva errada, o encontro de línguas perdido. O céu negro, a falta de compaixão, falta de amor, falta de vergonha na cara. Fui até em casa cuspindo. Faltei à faculdade e abracei o vento. As lágrimas secaram junto com o vento gelado. Traição. Soco na cara, soco no estômago, tapa sem mão, injeção de tristeza. Falei mal do meu vizinho, minha vontade era de ter ódio para o resto da vida. Mas meu coração é frágil. Tranquei-me no quarto e olhei pro teto, o ventilador parado, o telefone fora do gancho, o chiclete que eu já estava mais de 2 horas, sem sabor já, cuspi. Eu morri no meu quarto. Tomei vários ansiolíticos, bebi duas garrafas de conhaque e fui dormir. Acordei no dia seguinte azedo. Com gosto de passado mal resolvido. As pessoas não se amam mais. Amor?! Ninguém se importa mais com ninguém. Eu fico mal. Na verdade, eu fico nervoso. A televisão mostra amor, nos filmes, o beijo, a gente corre atrás, a gente se humilha, e nada. Todo o filme tem final feliz? Mas que diabos! Eu quero final real, final triste. O amor de hoje é triste. As pessoas não amam, elas amam só o sentimento. Todo mundo é egoísta. Quer mostrar que ama. Mas não ama. Amor é outra coisa... Amor é quando a gente lembra o outro quando esse outro nem se lembra de você. Amor é telepatia. Amor é viver junto. Amor é arrotar coca-cola no meio de um jantar romântico. Mas pede desculpas, tá? Falta de educação. Palavras chulas, gritos, eu fiquei irado com ontem à noite. Abracei-te com força, seu rosto estava quente, sua boca tremia no canto, mas você errou. Eu tenho pena de você, infelizmente. Pena é o sentimento mais mesquinho do mundo. Pena não é um sentimento, é um cuspe. Um monte de saliva inútil. O gozo que não serve pra nada. Isso é pena. As pessoas me dão pena. Ontem eu vi um filme de traição. A missão do cara era trair. Isso não é missão nenhuma. Isso é dor de alma. Calma cara, não vai trair você mesmo. Você é o único prejudicado. Não vou falar muito. Não vou escrever muito. Eu ando muito quietinho no meu canto. Choro as vezes e ando calado pra não cuspir... Na sua cara.
( posted by daniel velloso em 10:01 AM
( Segunda-feira, Maio 16, 2011
1 semana
Minha avó olha sempre pro alto e diz “meu Deus!”. Mas Ele não responde. Deus tá cansado. Chorando no canto. Isso me lembro quando eu entrei na igreja. Ele em forma de Homem tava numa cruz. Foi tão fiel, foi tão tanta coisa que eu acho que Deus não existe. Ou nunca existiu. Não sei o que é Deus, mas falo muito Dele. Amar o próximo foi o que o Renato Russo disse. Renato Russo era gay, usava drogas e falava de amor. Tá, mas o que isso interessa? Minha avó não fala muito. Mas ela exala um perfume de flores. Arroz e flores, daqui há pouco só é o que nos resta pra sobreviver. Arroz pra viver e flor para ter pelo que viver. Ouvi isso de um sábio na porta da igreja. Não tenho religião. Mas a religião me tem. Meu crucifixo brilha e minha alma é de menino. Tomo banho quente todas as tardes de inverno, amo quando o sol bate no meu rosto, gosto de flores e tenho que ter um cachorro para que ele seja meu melhor amigo. Sim, eu tenho muitos amigos, mas eu quero um cachorro pra eu poder afagar quando estiver chovendo muito. Dentro de mim. Dentro dos meus sonhos. Sonhei com o passado, acordei chorando. Lembrei do futuro, chorei mais. Mas que belo presente Deus – ou seja lá quem for, que me faz feliz, me deu: o ar que eu respiro? Olhei pro relógio: 2 horas da tarde. Me veio uma poesia inteira no ônibus. Queria me aliviar. O cara elogiou minhas tatuagens. É o meu cartão de visitas. Mas com o tempo, as pessoas percebem que eu sou um pouco mais. Mas bem pouco mesmo. Não sou muita coisa. Sou coisas, mas tudo em pequeno aspecto. Eu tento ser várias pessoas ao mesmo tempo. Eu tento ser o que as pessoas querem que eu seja. E o horário da lan house que eu estou está acabando. Tem uma mulher bonita me olhando. Ela tem um piercing no nariz, cabelo liso, e um monte de tristezas guardadas dentro da vida dela. Porque eu sei? Oras, todo mundo é triste. Todo mundo tem momentos, pedaços, aspectos, passagens, bíblias, corações partidos, músicas repetidas – estou ouvindo a mesma música desde que comecei a escrever isso. Faltam 1 semana. Pra que? Não sei, eu não quero entrar em contradição. As pessoas acham que o mesmo tempo delas é o nosso. Mas não é. Cada um no seu tempo, os relógios são diferentes, reparou? Fiz uma prova ontem, tirei sete e meio. Tá bom, né? Nunca tirei dez em nada. Mas não sou um fracassado. Eu tento. Eu tentei. Eu sei sonhar. Mas com os pés no chão. Danço pouco, e a menina da lan house me olha sempre quando eu penso que a gente não ganha nada escrevendo o que sente. Ela quer me beijar. E eu pretendo terminar a minha faculdade, ter filhos, ter uma mulher pra cuidar, ter dois cachorros. O tempo tá passando. Aliás, tá chovendo lá fora. Não gosto quando chove, já disse milhares de vezes. “É Deus ralhando com a gente” minha avó dizia. Trovão, tempestade, raios, água. Bebi uma coca-cola hoje, abri a felicidade, né? Tava morrendo de sede. Estou sedento que ela responda meu e-mail, me chame pro cinema e me faça feliz. E se isso não acontecer, eu tenho 1 semana pra quebrar o gelo da minha vida vazia e decidir por onde eu posso ser feliz. O caminho, seguir pegadas, com Deus, sem Deus, e ficar bem comigo mesmo. Porque os outros não sabem o que eu quero. Aliás, e eu lá sei o que eu quero? A menina da lan house continua me olhando. Mas ela não quer nada comigo. Alias, quer sim: meu tempo acabou.
( posted by daniel velloso em 2:09 PM
( Terça-feira, Maio 03, 2011
Loucura
Disseram que eu era louco (hehehe). Tomei banho com o terno que meu pai me deu. Meu pai me deu muita coisa. Me deu caráter e falta de educação. Eu não consigo agradar todo mundo. Todo mundo o quê? Quem é todo mundo? Quem sou eu? Uma analogia de nada? Eu sou eu e pronto, não gostou? Faz melhor! Lembro da minha mãe no parto, que parto, pariu, parti. Os corações partidos e um monte de lágrimas caindo. Eu gosto de domingos de tarde, ouço música clássica pra me dar nervoso. É bem legal, sabe? Vibração, tudo vibra. Meu time ganhou? Eba! Corri pra comemorar. Mas pensando bem, comemorar o que? Eu ganhei um monte de esperança, um bolso vazio e um pijama de aniversário. Odeio fazer aniversário. Cabelos brancos, pijamas novos, dinheiro gasto, alguns abraços e muita faltam de criatividade. Bolo, brigadeiro, salgadinho e mais uma vela soprada. É o tempo passando... Olha ele passando de trem, de navio, de bicicleta, roubando nossa alma, acabando com os nossos cabelos e nos fazendo acreditar em Deus. Deus é tímido. Mas quando ele quer falar ele grita. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH. Ouviu? Foi Deus. Choveu numa tarde de sol. Dinheiro no final do arco-íris. Bobagem, não acredite no dinheiro, não acredite nos comerciais de TV. Use a cabeça pra pensar, use um boné pra disfarçar seus cabelos brancos. PUTA QUE PARIU, lembrei da soma aritmética que me fez não tirar dez naquela prova de matemática do ensino médio. Mas eu queria tanto tirar dez. Eu queria tanto tirar a roupa. Eu quero tirar a sua roupa. Sexo! Pênis e vagina se juntam. Aglomeram-se. O esperma mal usado. O filho que vai nascer. Não importa. Minha mãe fala de sexo comigo, ela é tímida. Mas ela transou com o meu pai, gemeu e me fez. Que loucura. É tão louco quando me chamam de filho-da-puta. Não fala mal da minha mãe! Fala mal do cara que inventou os palavrões. Tanta palavra bonita por ai... Já falei de amor? Outra loucura. Os livros apodrecendo nas estantes que você leu e esqueceu a melhor parte. Eu não amo ler. Mas tem gente que ama o cheiro, o toque, a livraria, o café, dormir. Minha loucura nunca foi perdoada. Nunca amei mulher nenhuma. De loucura eu entendo. Perdi o ônibus, perdi o lugar que eu sempre sento e ouço música. O que fica na janela. Vento batendo no rosto. Abato-me. Ando abatido. Como o de sempre: um pouco de arroz e uma rosa por dia. Acho que tá bom pra sobreviver. Já ofereci minha loucura pra algumas pessoas. Mas elas preferem os idiotas. Os idiotas têm mais o que falar. Ou apenas não dizem nada. Até porque, são idiotas. Os idiotas são notados pela presença. Seja um idiota e não um louco. Não é uma dica minha. Porque eu sou louco e não sou idiota. Você acha que está fugindo de quem? As pessoas hoje em dia acham que podem dominar o mundo. Tanta gente achando tanta coisa. Tanta gente se achando. Resolveram se procurar, foi? Vocês não tem nada pra fazer mesmo né? Querem gastar dinheiro? Gastem tudo! Pulem de para quedas, vá pra Nova York, vá pra o diabo que te carregue, não me interessa pra onde você for. Porque se for mesmo o que eu estou pensando, vai a toa. Os idiotas não sabem pra onde vão. Só sabem que vão. Os loucos não: os loucos viajam mesmo. Os loucos conseguem ir a lua. Um dia eu fui abduzido por ficar muito tempo no mundo da lua. Vi umas figuras verdes, cintilantes, que a minha mãe diz pra eu comer no almoço pra eu ficar forte. Odeio salada, quero um carro, uma cachorro e uma bicicleta. Tá bom? Os loucos sempre querem mais mais e mais... Seja você mesmo sua própria loucura ou vai acabar no hospício. Esse é o lugar dos loucos de verdade. O que é ser louco de mentira? É aquele que acha que é normal e só faz loucuras? Perdão normais, eu disse muitas loucuras, vou terminar já já. Só peço perdão pela loucuras das minhas palavras. Peço perdão por ser um louco varrido que siquer tem algo de impactante pra terminar esse texto. Bom, eu vou dormir no sofá. Sempre dormi no sofá, é duro, mas é melhor. A cama me lembra preguiça e que eu tenho que acordar. Eu durmo de meias. Meus pés cobertos me dão segurança. Preciso de água antes de dormir, preciso de loucura. Eu necessito acabar de escrever sobre as minhas loucuras porque senão vai ser normal. Pode ser normal pra você, pra mim, pra dona da loja que me olhou estranho ou pro mendigo que eu dei 50 reais pra ele que gastou com sacos de pipocas. Entrei na igreja hoje, pedi a... adeus, estou saindo e deixo vocês mais loucos. Que minha loucura seja sensatamente perdoada. Eu não tenho culpa de ser louco. É a minha sensualidade, é o meu cartão de visitas. Quer entrar? Senta ai, fica a vontade, quer chocolate? Quer transar? Eu quero ir embora desse mundo. Porque eu, na maioria das vezes, vivo o mundo dos outros. Os loucos têm vários mundos. Os loucos viajam e nem precisam economizar a mesada das avós. Eu não sou sofrido por ser louco. Muito pelo contrário, me orgulho e acho que falta loucura no mundo. Todo mundo é muito “normalzinho”. Ou então tentam ser loucos e acabam idiotas. Já falei sobre os idiotas. A grande verdade disso tudo é que eu sou um louco cheio de sonhos de creme, açucarados e pronto pra serem comidos. Os cachorros comem, o homem come. O cachorro não chora, mas o homem sim. Somos seres humanos e choramos. Somos os animais mais loucos da Terra. Só não cruzamos, os cachorros cruzam, se cruzam. Cruzeiro, cruzado, o que é real? Esse mundo louco? O meu mundo é louco, é assim que eu vivo pronto e acabou. Deixem minha loucura em paz!
( posted by daniel velloso em 11:50 PM
( Domingo, Abril 10, 2011
Mulher
Peguei na mão. Tremeu? Pegar na mão é o primeiro passo, é a primeira glória. É a primeira posse. Repara no esmalte. Não tem esmalte? Não liga não. Olha o brilho do olho. Olha a cor. Castanho, azul, verde. Não olhou nos olhos? Eu fico chateado, eu fico entediado, puxo assunto, falo de como tá calor. É quente! Abraça-me? O coração juntou que é o segundo passo, bateu no mesmo ritmo? Ótimo. Química, matemática, física, biologia. Odeio estudar. Estudei as tuas curvas. Milimetricamente perfeitas. Posso viajar nelas? Prometo rezar por teus seios. Vou me entrelaçar nas suas pernas, cair de pára-quedas nos teus pensamentos, entrar na sua vida e (bum). É fácil? Ela nem me olhou. O cheiro do cabelo. Ela mexe neles quando tá nervosa. O perfume ficou na minha camisa. Eu amo quando você dá motivo pra eu ficar mais. Quando a história rola. Quando rola. Teus lábios gritando, minha saliva clamando. Junta? Escova de dente, problemas, braços, coxas e... (ahhh). Céu azul, estrelas que eu vi aos montes. Aquela mordida na orelha, aquele sussurro, aquele amor, aquele toque. Isso é coisa que Deus inventou e o diabo aperfeiçoou. E quando o assunto rola, a gente gosta das mesmas coisas, a gente ora pelas mesmas coisas. É sublime! Par perfeito nada. Perfeito é o que rola quando os corpos se juntam, com amor é melhor, sem amor é passatempo. Mulher gosta de novela. Mulher gosta de homem bonito. Mas quem conquista é o mais esperto. É o cara que tem atitude. Mulher gosta de elogio. Mulher quer correr perigo, mulher quer se aventurar. Beleza a gente descobre no primeiro encontro, mas esquece. Defeitos? A gente só descobre no último. Mas mulher é obra prima. Na TPM, charmosa, sem prosa, olhando, chorando de alegria ou de dor. Com ventre ou sem ventre. Nasci de uma, ela me fez um homem. Mulher é o último pedaço do bolo, mulher é a música mais confusa, mas dá pra entender. É a batida mais frenética. Mulher é um filme que o sentido você só encontra quando vê pela quarta vez. Algumas são difíceis, algumas são charmosas, algumas são intocáveis, algumas são insuportáveis, algumas falam muito, algumas só sussurram, algumas acrescentam, algumas nos crescem, algumas nos excitam, algumas nos provocam. Elas tem a carta na manga. Mulher presente, mulher presidente, mulher independente, mulher que mente, mulher mãe, a mulher mais amada. Mulher que diz eu te amo, mulher que a gente ama o sorriso, mulher que a gente admira, mulher de cabelos brancos, mulher sedutora, mulher manipuladora, brancar-azul-loira-morena (dane-se), um monte de mulher, cada uma com uma voz, com uma qualidade, mulher com mulher, a gente sofre, a gente se diverte, a gente respeita. Quando a gente tem uma mulher pra chamar de minha, quando a gente nunca amou uma mulher, quando a gente não vive pra uma mulher. Quando a gente nunca parou pra observar uma mulher. Quando a gente acaba um texto e termina com um “como eu gosto de mulher!”.
( posted by daniel velloso em 6:14 PM
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